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* * * CONSCIÊNCIA E EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA * * *











"Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta."

Carl Jung




"A mente que se abre a uma nova ideia
jamais volta ao seu tamanho original."

Albert Einstein




"A maior ilusão do ser humano é a de ter limites." 

Robert A. Monroe




"Como a consciência se situa no contexto das atividades mentais?
Estará ela permeando tudo,
como uma neblina permeia os espaços da natureza antes da chegada do sol?"

Dr. Jorge Martins de Oliveira




O QUE É A CONSCIÊNCIA?


A etimologia da palavra 'conscientia', que vem do latim, já traz a informação sobre o significado implícito, 'con' + 'conhecimento' ou 'con' + 'ciência' = consciência. A consciência é, portanto, o ato psíquico mediante o qual uma pessoa enxerga a sua presença no mundo.

Também é interessante observar que o significado nas línguas saxônicas, como o inglês, permitem diferenciar dois tipos de consciência : 'conscience' ( que é a consciência em seu sentido moral, do termo no termo latim 'mores' e tem o mesmo significado, que atribuímos à forma de vida e de enxergar os fatos que a compõe, e nos orientamos também segundo os conceitos éticos, do termo grego 'ethos', que significa costumes e hábitos sociais, e esses conceitos foram adquirindo significados diferentes, com alguns autores definindo moral como conjunto de princípios, crenças, regras que orientam o comportamento das pessoas nas diversas sociedades e ética como reflexão crítica sobre a moral e também como a própria realização de um tipo de comportamento. Entretanto, outros autores, distinguem as duas palavras usando o termo moral para os códigos de valores diferentes e específicos que existem, e o termo ética para a busca de valores universais, que seriam válidos no âmbito da humanidade como um todo e não apenas em um grupo específico. Os valores morais são juízos sobre as ações humanas que se baseiam em definições do que é bom/mau ou do que é o bem/o mal. Eles são imprescindíveis para que possamos guiar nossa compreensão do mundo e de nós mesmos e servem de parâmetros pelos quais fazemos escolhas e orientamos nossas ações. Por isso mesmo eles estão presentes a todo momento, independente de um raciocínio ou pensamento se tornar ação, embora sejam esses valores mais visíveis em momentos de decisões e escolhas, por serem eles determinantes no norteamento do homem em suas escolhas e avaliações ) e 'consciousness', que traduz o seu sentido psico neural.

Em neurociência considera-se o sentido psico neural do vocábulo, no caso o 'consciousness' da língua inglesa. Pelo conceito clássico, consciência é aquele estado em que a pessoa está ciente de suas ações físicas e mentais. O que só ocorre, se a pessoa estiver acordada e alerta, obviamente não ocorrendo quando a pessoa está dormindo, em coma ou sob anestesia geral.

Outra observação importante sobre esse assunto é em relação à situação de a pessoa estar dormindo e não ter consciência, o que é um conceito que pode ser contestável. Como? Quando uma pessoa pensa, ela pode ou não estar ciente dessa ação mental, isto é, um pensamento pode ser consciente ou inconsciente.

Um exemplo bem esclarecedor é sobre quando uma pessoa está dirigindo um carro, e nesse mesmo momento a mente dessa pessoa pode, ao mesmo tempo que dirige, ter vários pensamentos conscientes, que nada têm a ver com o ato de guiar, enquanto ela está observando o trânsito, outros carros, pessoas na calçada, acelerando, freando, mudando as marchas, observando o semáforo ou manobrando o veículo, sob um comando mental, do qual a pessoa não está tomando ciência, ou seja, está executando ações decorrentes de pensamentos automáticos.

E quanto aos pensamentos que ocorrem enquanto sonhamos? São conscientes? A resposta clássica é não. Mas se abordarmos a teoria das assembleias neuronais sobre a formação da consciência, veremos que a resposta pode ser sim.  Além de que existem os casos de sonho lúcido, onde a pessoa pensa e toma decisões que alteram o roteiro ou a dinâmica do sonho.

Consciência é um estado de Ser. E todos os Seres têm consciência, desde um micro organismo, como por exemplo uma ameba, que tem uma consciência própria através da sua matriz genética e exerce as suas funções características, passando também pelos minerais, vegetais, animais, chegando até nós, os seres humanos e também Deus, que é uma consciência.

Consciência é o conhecimento e/ou sentimento que permite ao ser humano a capacidade de vivenciar, experimentar, reconhecer, compreender e observar aspectos e/ou a totalidade de seu mundo interior.

É também o sentido ou a percepção que o ser humano possui a respeito de si mesmo e do mundo, e nesse caso, já estamos falando de consciência cósmica.

A Consciência do Si é quando o 'eu observador', aquele que observa, torna-se consciente de si próprio.

Consciência é normalmente retratada como a noção dos estímulos à volta de um indivíduo, que confirmam a sua existência.

O cérebro humano trabalha em três estágios de consciência, a consciência em si, a subconsciência e a inconsciência.

A consciência traz a noção das próprias ações ou sentimentos internos no momento em que essas ações são executadas, e, sendo assim, a consciência pode ser relativa a uma experiência, a um problemas, a alguma determinada ou algumas experiências ou situações de vida.

O termo 'consciência' está normalmente relacionado ou associado com termos como 'eu', 'existência', 'ser humano', 'autoconhecimento', 'jornada espiritual', 'sabedoria interior', 'evolução', etc.

Ter a consciência de Si, de quem se É, através de qual seja o modo que a pessoa escolha, meditação, reflexão ou expansão da consciência, através do autoconhecimento ou da autoconsciência, vai revelar a conexão onde o 'eu' é o objeto de reflexão, que se expande da consciência física para as consciências: emocional, mental, espiritual, planetária, cósmica, etc.

Torna-se às vezes difícil de especificar e de ser compreendido o que é a consciência pelo fato de não ter qualquer elemento correlativo físico. Trata-se do conhecimento reflexivo das coisas e da atividade mental que só é acessível ao próprio indivíduo.

Para exemplificar o consciente e o inconsciente, seria interessante através da própria etimologia da palavra, que indica que a consciência inclui aquilo que o indivíduo conhece. E a inconsciência são aqueles aspectos que surgem em outro nível psíquico e que são involuntários ou incontroláveis para o individuo.

A consciência é um assunto muito pesquisado em diversas áreas, como na filosofia, na fenomenologia, na psicologia, na biologia, na neurologia, na neurociência, etc.

É possível verificar, que ao longo do tempo, várias abordagens foram dadas sobre o tema consciência, para a filosofia, por exemplo, que abordou a consciência em duas vertentes: a consciência intencional e a consciência não intencional.

A filosofia considera que a consciência é a faculdade humana para decidir ações e se responsabilizar pelas consequências de acordo com a concepção de bem/mal ou bom/mau. Deste modo, a consciência seria um conceito moral pertencente ao âmbito da ética.

Alguns filósofos dividem consciência em consciência fenomenal, que é a experiência propriamente dita ou o estado de estar ciente, e consciência de acesso, que é o processamento das coisas que vivenciamos durante a experiência, de estar ciente de algo ou de alguma coisa.

É também importante referir que a filosofia contemporânea dá muita importância à vertente de ato da consciência, dando-lhe uma conotação mais funcional, no sentido de estar consciente de algo.

Para a fenomenologia, a consciência intencional é uma atividade direcionada para alguma coisa da qual já há um certo conhecimento, há uma ciência, consciência. A consciência não intencional consiste a um mero reflexo da realidade que é apresentada.

Estudos de Immanuel Kant, que foi um filósofo prussiano, considerado como o principal filósofo da era moderna, operou, na epistemologia, uma síntese entre o racionalismo continental (de René Descartes e Gottfried Leibniz, onde impera a forma de raciocínio dedutivo), e a tradição empírica inglesa (de David Hume, John Locke, ou George Berkeley, que valoriza a indução), famoso sobretudo pela elaboração do denominado idealismo transcendental: todos nós trazemos formas e conceitos a priori (aqueles que não vêm da experiência) para a experiência concreta do mundo, os quais seriam de outra forma impossíveis de determinar, seus estudos trataram de fazer a distinção entre a consciência empírica, aquela que faz parte do universo dos fenômenos, e a consciência transcendental, aquela que capacita a associação de todo o conhecimento com a consciência empírica.

Georg Wilhelm Friedrich Hegel, um filósofo alemão, descreve sua concepção filosófica, no prefácio a uma de suas mais célebres obras, a Fenomenologia do Espírito, da seguinte forma: "Segundo minha concepção - que só deve ser justificada pela apresentação do próprio sistema -, tudo decorre de entender e exprimir o verdadeiro não como substância, mas também, precisamente, como sujeito. Ao mesmo tempo, deve-se observar que a substancialidade inclui em si não só o universal ou a imediatez do saber mesmo, mas também aquela imediatez que é o ser, ou a imediatez para o saber. [...] A substância viva é o ser, que na verdade é sujeito, ou - o que significa o mesmo - que é na verdade efetivo, mas só na medida em que é o movimento do pôr-se-a-si-mesmo, ou a mediação consigo mesmo do tornar-se outro. Como sujeito, é a negatividade pura e simples, e justamente por isso é o fracionamento do simples ou a duplicação oponente, que é de novo a negação dessa diversidade indiferente e de seu oposto. Só essa igualdade reinstaurando-se, ou só a reflexão em si mesmo no seu ser-Outro, é que são o verdadeiro; e não uma unidade originária enquanto tal, ou uma unidade imediata enquanto tal. O verdadeiro é o vir-a-ser de si mesmo, o círculo que pressupõe seu fim como sua meta, que o tem como princípio, e que só é efetivo mediante sua atualização e seu fim", aborda a consciência como um crescimento dialético, que atinge um nível transcendente, alcançando a sua superação, e faz também, a distinção entre consciência empírica, racional e teórica.

Para a psicologia, a consciência é um estado cognitivo não-abstrato que permite que a pessoa interaja e interprete os estímulos externos que constituem aquela que conhecemos como sendo a realidade. Uma pessoa que não tenha consciência tende a desligar-se da realidade e a não ter noção daquilo que acontece em sua volta.

A psicologia faz a distinção entre três níveis: o nível consciente que é aquele que estabelece as prioridades, o nível pré-consciente, que depende do objetivo a cumprir, e também o nível inconsciente, que não racionaliza. 

Cientistas e pesquisadores têm demonstrado que várias frequências de ondas cerebrais, como 'alpha', 'beta', 'theta' ou 'delta' são associadas com alterações específicas, tanto em consciência como em fisiologia, e, em geral, frequências mais baixas são determinantes para maior expansão da consciência e um relaxamento mais profundo do corpo físico, associados ou não  respiração e/ou meditação.

A consciência individual trata do indivíduo, de saber sobre aquilo que se cada um pensa, ou faz, é reconhecer os fatos com uma definição objetiva do ser.

Já consciência coletiva trata do pensar ou fazer guiado pela maioria, de um determinado clã, família, doutrina, comunidade, clube, associação, cidade, país, humanidade, etc.

E a consciência cósmica é aquela que compreende o ser e estar humano, onde absolutamente tudo e todos estão interligados, que tem uma abordagem sobre assuntos como clima, sustentabilidade do planeta, ecologia, biodiversidade, espécies minerais, vegetais e animais, etc. e também a evolução humana e planetária.

A consciência é uma qualidade da mente, que considera e abrange qualificações como subjetividade, autoconsciência, senciência, sapiência, e a capacidade de perceber a relação entre si e o ambiente. 

Consciência é uma qualidade psíquica, que pertence à esfera da psique humana, por isso diz-se popularmente que ela é um atributo do espírito, da mente, ou do pensamento humano. Ser consciente não é exatamente a mesma coisa que perceber-se no mundo, esta é uma qualidade um pouco além, que consiste em ser no mundo e do mundo, e que para tal, utiliza também outras habilidades e dons individuais, como a dedução, a percepção, a indução e a intuição.

O estado consciente vai além do conhecimento que se obtêm através de leituras, de estudos, de instrução e de erudição.

Consciência tem a função mental de perscrutar o mundo, é a faculdade de referenciar algo ou alguém, um objeto, um processo ou uma situação em um primeiro contato ou momento para em seguida, em um segundo momento denominá-la, porque ninguém pode ter consciência de alguma coisa (objeto, processo ou situação) no primeiro contato com essa coisa; no máximo se pode referenciá-la com algum registro próximo, o que permite afirmar que a coisa é parecida com essa ou com aquela outra coisa que já se tem um parâmetro ou domínio.

A consciência, provavelmente, é a estrutura mais complexa que se pode imaginar atualmente. E no âmbito da neurociência divide-se a consciência em dois tipos: consciência central e consciência ampliada. E inspirados na tese de Antonio Damásio, um médico neurologista e neurocientista português que trabalha no estudo do cérebro e das emoções humanas e em seu livro O Erro de Descartes, descreve sobre a junção da razão e emoção e coloca que o sistema límbico (parte do cérebro que controla as emoções e ações básicas) e o neocortex (parte da razão) estão relacionadas pois trabalham sempre em conjunto, entende-se que a faculdade em pauta é constituída com uma espécie de anatomia, que pode ser dividida, didaticamente, em três partes: a dimensão fonte - onde as coisas acontecem de fato, o aqui agora, por exemplo, o meu ato de escrever e dominar o ambiente e os equipamentos dos quais faço uso, e o ato do internauta de ler, compreender a leitura e o ambiente que o envolve neste momento. Essa dimensão da consciência não retrocede muito ao passado e, da mesma forma, não avança para o futuro, ela se limita a registrar os atos presentes, com um espaço-tempo ( passado/futuro ) suficiente para que os momentos ( presentes ) tenham continuidade. Depois, a dimensão processual - amplitude de sistema que abriga expectativas, perspectivas, planos e qualquer registros mental em aberto, aquelas questões que causam ruídos internos ou desconforto e impulsionam o ser humano à busca de soluções. Essa amplitude de consciência permite observar questões do passado e investigar também um pouco do futuro. E, também, a dimensão ampla - região de sistema que, sem ser um dispositivo de memória, alberga os conhecimentos e experiências que uma pessoa incorpora na existência. Todos os conhecimentos do passado e experimentações pela qual o ser atravessou na vida, como por exemplo, uma antiga profissão que não se tem mais qualquer habilidade para exercer, guarda registros importantes que servirão como experiência em outras práticas. Na dimensão processual, essa amplitude da consciência permite examinar o passado e avançar no futuro, tudo dentro de limites impostos pelo próprio desenvolvimento mental do indivíduo.

Além da anatomia de constituição, listada acima, a consciência humana também guarda alguns estados, que são as condições de consciência: vigília normal, vigília alterada e sono com sonhos; os modos de consciência: passivo, ativo e ausente, e os focos de consciência: central, periférico e distante.

Na relação entre consciência, autoconsciência e autoconhecimento, podemos observar que a consciência pressupõe autoconsciência. Não há como alguém estar consciente de alguma coisa sem estar consciente de estar consciente dessa coisa. A autoconsciência é pré-reflexiva, se a autoconsciência fosse o resultado da reflexão, então só teríamos autoconsciência após termos consciência de alguma coisa que fosse dada à reflexão, mas isso não pode ser o caso, pois, como já mencionado anteriormente, consciência pressupõe autoconsciência, logo, a autoconsciência é anterior à reflexão. Autoconsciência e consciência são distintas, logicamente, mas funcionam de maneira unitária. Já o autoconhecimento, isto é, a consciência reflexiva, pressupõe a consciência pré-reflexiva, isto é, a autoconsciência. Chega-se, então, à conclusão que a autoconsciência é o elemento fundamental da consciência, sem ela não há consciência nem reflexão sobre a consciência.

Há também um conjunto de processos e/ou fatos inconscientes que atuam na conduta do indivíduo e essas atividades, entretanto, costumam aflorar em sonhos, em atos involuntários, sejam eles corretos e inteligentes ou falhos e inconsistentes, e nos estados alterados de consciência.

O inconsciente é visto sob o âmbito de duas visões: a visão determinista, que alguns entendem o inconsciente como ações inconscientes baseadas em informações do passado, experienciadas ou noticiadas, e a visão reducionista, onde o inconsciente é entendido como um neologismo científico reducionista para não explicar ou negar os estados alterados da consciência.

Nas alterações por patologia onde ocorre o rebaixamento do nível de consciência, compreendido por graus, está dividido em três grupos principais: obnubilação da consciência ( grau leve a moderado - compreensão dificultada ), sopor ( incapacidade de ação espontânea ) e coma ( grau profundo - impossível qualquer atividade voluntária consciente e ausência de qualquer indício de consciência ). E, nas síndromes psicopatológicas associadas ao rebaixamento do nível de consciência, pode ocorrer o delirium ( diferente do delírio, é uma desorientação tempo espacial com surtos de ansiedade, além de ilusões e/ou alucinações visuais ), o estado onírico (o indivíduo entra em um estado semelhante a um sonho muito vívido, estado decorrente de psicoses tóxicas, síndromes de abstinência a drogas e quadros febris tóxico-infecciosos, e, também, a amência ( excitação psicomotora, incoerência do pensamento, perplexidade e sintomas alucinatórios oniróides ), entre outras, os estados crepusculares ( surge e desaparece de forma abrupta e tem duração variável - de poucas horas a algumas semanas ), a dissociação da consciência ( perda da unidade psíquica comum do ser humano, na qual o indivíduo se desliga da realidade para parar de sofrer ), o transe ( espécie de sonho acordado com a presença de atividade motora automática e estereotipada acompanhada de suspensão parcial dos movimentos voluntários ), e o estado hipnótico ( técnica refinada de concentração da atenção e de alteração induzida do estado da consciência ).

E quanto à localização da Consciência?

Em um passado distante, pensadores da Grécia antiga acreditavam que, em alguma parte do corpo, havia uma substância responsável pela formação da consciência. Essa ideia instigava os pensadores que achavam que a mente e a consciência tinham assento nos pulmões, sendo o ar o elemento responsável pela sua produção.

Mesmo quando os conceitos se modificaram, aproximadamente no século VI A.C. , e o cérebro passou a ser reconhecido como o centro das atividades mentais, ainda assim persistiu a ideia da existência de uma substância determinante dessas atividades, a responsabilidade tendo sido transferida para o líquido céfalo-raquiano.

Alijada essa concepção, surgiu outra indagação: Existe um centro cerebral da consciência? No século XVII, por assim pensar ou talvez por receio das poderosas pressões teológicas da época, René Descartes, que foi um filósofo, físico e matemático, considerado o pai do racionalismo, contribuiu para a epistemologia, ele dividia a realidade em 'res cogitans' ( consciência, mente ) e 'res extensa' ( matéria ); enunciou estar a mente assentada na glândula pineal e que, através dela, a 'alma' ( uma espécie de etéreo consciente superior, mais tarde representada, metaforicamente, por umhomúnculo - símbolo herdado dos teólogos medievais ), se comunicava com o 'soma', o corpo. Assim, alma e mente ( e, por inferência, a consciência ) se dissociavam do cérebro e do corpo, e, estava criado o dualismo.

Três séculos depois, Daniel Dennett, em seu livro Consciousness Explained, ao se referir à teoria de Descartes como sendo O Teatro Cartesiano, contestaria, com veemência, a sua validade. As pesquisas de Dennett, um dos mais proeminentes ateus da atualidade, se prendem principalmente à filosofia da mente, relacionada à ciência cognitiva, e da biologia. Para ele, os estados interiores de consciência não existem. Em outras palavras, aquilo que ele chama de teatro cartesiano, isto é, um local no cérebro onde se processaria a consciência, não existe, pois admitir isto seria concordar com uma noção de intencionalidade intrínseca. Para ele a consciência não se dá em uma área especifica do cérebro, como já dito, mas em uma sequência de 'inputs' e 'outputs' que formam uma cadeia por onde a informação se move.

(Observação: Este homúnculo não deve ser confundido com os homunculi criados por Penfield e Rasmussen para representar, metaforicamente, a organização topográfica das áreas sensorial e motora, dispostas nas córtices parietal e frontal. O homúnculo do Teatro Cartesiano está sentado em uma sala de controle virtual, bem no interior do cérebro, monitorando tudo e manipulando os devidos cordéis, para comandar as ações físicas e mentais da pessoa, trata-se de um homem, postado junto a um gigantesco cérebro, vigiando, através dos olhos desse cérebro, o mundo ao seu redor).

Mas as tentativas para localizar ou mapear a consciência prosseguiram, e os estudiosos, ao constatar que pacientes com a síndrome do 'split-brain' ( cada um dos hemisférios cerebrais funciona separadamente ), ainda assim se identificavam como uma única pessoa, fez Derek Parfit, filósofo britânico que se especializou em problemas de identidade pessoal, racionalidade e ética, e as relações entre si, destes problemas filosóficos, concluir que isto só poderia ser explicado pela existência de uma região executiva da consciência, para onde convergiriam todas as informações geradas no cérebro. Recentemente, Joseph Bogen, que foi um neurofisiologista que se especializou em pesquisas sobre o cérebro e também em 'split brain' e em teorias sobre a consciência situou o mecanismo de formação da consciência, não a consciência em si, no núcleo intra laminar do tálamo, uma região do cérebro.

Conquanto tais estudos sejam relevantes, tudo indica que a consciência não está circunscrita a essa ou aquela área, mas se espalha, difusamente, pelo cérebro, em consonância com uma de suas principais características: ser, simultaneamente, uni temporal e múltiplo espacial.

Existe um modelo quântico envolvido na formação da Consciência?

Não há, até o momento, nenhuma explicação, plenamente satisfatória, para o mecanismo de formação da consciência. O modelo do computador, conquanto talvez válido para explicar a memória, revelou-se insatisfatório em relação à consciência, posto que a máquina, além de não 'criar' e nem tão pouco 'sentir', não atende a outros requisitos necessários para explicar a característica unitária da consciência, a qual se expressa pela fusão, durante um período variável de tempo, de todas as nossas percepções, pensamentos e emoções.

Sem essa unidade, sem essa fusão ou integração, a pessoa não experimenta, à medida que vivencia as múltiplas experiências do dia a dia, a sensação de individualidade, de ser um ser uno e indivisível. E é precisamente isso que a consciência representa , a individualidade, a subjetividade, o 'eu', o 'self' agindo e/ou interagindo com o coletivo.

A teoria das assembleias neuronais representa, a princípio, a ideia mais coerente para a formulação de uma hipótese a respeito da formação da consciência. No desenvolvimento da hipótese, cabe indagar se existe um modelo ou sistema físico que explique a constituição dessas assembleias neuronais.

O conceito de assembleias neuronais é relativamente novo e serve como uma valiosa hipótese acerca da formação da consciência no ser humano. O mecanismo responsável para a formação da consciência no ser humano não encontra nenhuma explicação, plenamente satisfatória até o momento.

A consciência reflete sempre a individualidade e unidade do ser humano e, sem dúvida, seu aspecto mais relevante é sua característica unitária, onde todas as nossas percepções, pensamentos e emoções são integrados e fundidos em um mesmo e determinado momento.

Depois de muitos séculos tentando delimitar uma localização cerebral específica para a sede da consciência, tudo indica que esta não esteja circunscrita à nenhuma área cerebral específica, mas se espalha difusamente pelo cérebro, sendo, simultaneamente, uni-temporal e múltiplo espacial, e essa visão global da consciência se alicerça na recente teoria das assembleias neuronais.

Um grupo de físicos israelenses do Instituto Weizmann, dirigidos por Amiram Ginvald, trabalhando com contrastes sensíveis à voltagem elétrica capazes de visualizar os neurônios se acendendo em larga escala, verificaram que mesmo um simples estímulo visual não provoca uma simples resposta cerebral, e sim uma resposta que cresce gradualmente à medida que mais e mais neurônios vão sendo recrutados. Isso confirma, de certa forma, as hipóteses da cientista Dra. Susan Greenfield, com pesquisas focadas na psicologia do cérebro e particularmente na etiologia onde desenvolveu uma abordagem multidisciplinar para a exploração de novos mecanismos neurais do cérebro que são característicos de regiões afetadas do cérebro de algumas doenças como Parkinson e Alzheimer, e como consequência do seu trabalho no campo da bioquímica e da eletrofisiologia tem como tópico básico de suas pesquisas desenvolver estratégias para interromper o processo de morte neural desses distúrbios, quando propôs através de seus estudos a teoria das assembleias neuronais. 

A teoria baseada nas assembleias neuronais representa um modelo muito convincente para a formulação de uma hipótese a respeito da consciência. Segundo essa teoria, o pensamento consciente é gerado quando vários neurônios de diversas colunas se unem funcionalmente e, atuando harmonicamente e em conjunto, constroem uma assembléia, iniciando assim a formação de um determinado estado consciente.

Essa teoria tem sido corroborada por constatações de que os neurônios são capazes de se associarem rapidamente, formando grupos ou assembleias funcionais para realizarem uma determinada tarefa. Uma vez que esta tarefa esteja terminada, o grupo se dissolve e os neurônios estão novamente aptos a se engajarem em outras assembleias, para cumprirem uma nova tarefa.

Há, ainda, um aspecto quantitativo acerca dessa assembleia neuronal, segundo a qual, quanto maior o número de neurônios recrutados, maior será o tamanho dessa assembleia e, em consequência, maior será essa determinada e recém criada consciência, em termos de intensidade e tempo de duração. Contrariamente, se for pequeno o número de neurônios recrutados, a consciência resultante será pequena em intensidade e duração.

Apesar da complexidade do tema, dois sistemas foram identificados como possivelmente envolvidos no processo. Eles compõem uma sequência de eventos, suficientemente plausível para ser aceita pelo raciocínio lógico. Ambos alicerçados em princípios de mecânica quântica e capazes de atuar em tecidos biológicos. São eles: o condensado de Bose/Einstein e o efeito de Herbert Fröhlich. Como já foi mencionado anteriormente, as assembleias são unidades funcionais, de caráter transitório, formadas por neurônios cedidos por unidades anatômicas, de caráter permanente, as colunas neurais.

Porém, como explicar essa mobilização funcional de neurônios? Uma explicação satisfatória seria considerar que o processo se inicia pela ocorrência de um efeito Fröhlich, que é um argumento que merece atenção cuidadosa. Trata-se da ideia de que sistemas biológicos podem exibir um estado semelhante aos condensados de Bose-Einstein, à temperatura ambiente, envolvendo uma ordem de longo alcance. E os neurocientistas trataram logo de aplicaram este modelo para o cérebro, para explicar a unidade e integração da consciência.

No que consiste o modelo de Herbert Fröhlich? Ele é viável? Existem tais condensados biológicos? Ele já foi observado?

O modelo proposto por Herbert Fröhlich, para a coerência de fase em membranas biológicas, consiste de um fenômeno de condensação do tipo Bose-Einstein, só que com uma importante diferença. A condensação BE ocorre em condições de equilíbrio quando for possível, a uma dada temperatura fixa e baixa do sistema, controlar a densidade de partículas através do potencial químico. Mas o modelo de Fröhlich envolve fônons, os quanta associados a modos normais de oscilação, que têm massa nula, e portanto, potencial químico também nulo. Por causa desta diferença, não ocorre condensação em situações de equilíbrio para um sistema de bósons sem massa.

A ideia de Herbert Fröhlich foi construir uma situação física diferente na qual surgisse um termo análogo ao potencial químico. Isso ele conseguiu em um sistema fora do equilíbrio, envolto por um banho térmico, com a presença de uma fonte de energia não térmica, em um regime estacionário onde a energia do sistema se mantém constante. Assim, para uma temperatura fixa, existe um valor para a energia fornecida pela fonte que leva a uma ocupação macroscópica do 'modo zero', o estado fundamental de cada fônon.

Herbert Fröhlich propôs seu modelo inicialmente para membranas celulares, constituídas de dipolos elétricos que vibrariam, no modo zero, a uma frequência em torno de 1012 Hz. Tais oscilações, especulou Fröhlich, poderiam desempenhar um papel na reprodução celular, ou, pelo menos, constituir um reservatório biológico de energia em forma ordenada.

Com relação à existência de condensação de Fröhlich no cérebro, o que existe são fortes evidências de que estados mentais de atenção estão associados a oscilações de 40-60 Hz que surgem de maneira sincronizada em diferentes regiões do cérebro. Um modelo clássico para explicar estas oscilações foi recentemente proposto por Robinson.

Enfim, o problema com qualquer modelo físico para a consciência está em estabelecer quais são as propriedades que se desejam para este modelo. Por exemplo, um modelo físico para explicar a solidificação da água estipula de maneira clara quais são as propriedades características de um sólido (por exemplo, estrutura cristalina periódica, etc.). Mas quais seriam as propriedades que um modelo de consciência deve satisfazer? Apenas coerência de fase ou ordem de longo alcance, claramente, não bastam.

Para finalizar, a teoria quântica de campo QFT pôde ser vista como uma linguagem geral, cujo conteúdo físico apenas surge após a especificação de determinadas simetrias.

Mas haverá um tal sistema, embutido em nossas estruturas cerebrais?

Ao que tudo indica, sim.

E ele se manifesta da seguinte forma: os disparos elétricos contínuos, que acontecem nas fronteiras entre os neurônios, sempre que o cérebro é ativado por algum estímulo, constituem a fonte de energia necessária para que, nas moléculas das membranas neuronais, ocorra emissão de fótons. E quando essa emissão atinge uma frequência crítica, as moléculas das membranas de milhões de neurônios, passam a vibrar em uníssono, entrando numa fase condensada de Bose-Einstein.

Cria-se, assim, uma única identidade, pré-requisito fundamental para formação da consciência. Então os neurônios de múltiplas colunas 'disparam', simultaneamente. Forma-se uma assembléia e, numa ínfima fração de tempo, a consciência 'explode'. Como conclusão da hipótese, podemos considerar que a consciência é uma propriedade emergente, a partir do 'disparo', em 'uníssono', de um número incontável de neurônios, que se espalha, difusamente, através do cérebro, por um período de tempo variável, para, imediatamente depois de terminada, ser substituída por outra consciência, e depois por outra e, assim, sucessivamente.

Porém, a despeito de toda essa sequência de eventos, de tal forma estruturada que pode ser aceita pela lógica, um mistério persiste e não sabemos até quando persistirá. Não fosse o cérebro a última fronteira do conhecimento humano , como diz Richard Restak, neurologista e neuropsiquiatra, autor de diversos livros sobre vários aspectos do cérebro humano, dentre eles O Cérebro Humano, e Mente Saudável Mente Brilhante.

Mas em que consiste esse mistério, essa ponte invisível entre a indetectável consciência e as detectáveis assembleias neuronais?

Consiste no desconhecido mas preciso mecanismo, através do qual, num período de tempo infinitamente pequeno, a vibração da matéria super condensada, formada pelas moléculas dos neurônios, libera a energia que vai se expressar sob a forma de um abstrato pensamento consciente. O que se passa nessa ínfima fração de segundo é tão insondável quanto o que ocorre no instante inicial do big-bang, em que outra matéria, bilhões de vezes mais condensada, deu origem ao universo.

E agora? O que virá a seguir?

De certo, temos ainda um longo caminho a percorrer para atingirmos um conhecimento mais pleno a respeito do assunto. Particularmente, temos de tentar entender o mencionado mistério que é, de que forma coisas intangíveis, como pensamento e consciência, são construídas à partir de elementos detectáveis e mensuráveis, como fases condensadas, atividade elétrica e neurotransmissores?

É possível, e assim esperamos, que essa lacuna entre o concreto e o abstrato possa vir a ser, um dia, preenchida, talvez quando a inter relação entre determinados fenômenos quânticos e biológicos for totalmente compreendida, e o caminho no sentido dessa compreensão já tenha sido trilhado por inúmeros investigadores. A jornada, de certo, é bastante longa. Mas parece que os cientistas e pesquisadores estão caminhando bem.

Recentemente, um grupo de físicos israelenses do Instituto Weizmann, dirigidos por Amiram Ginvald, trabalhando com contrastes sensíveis à voltagem elétrica, o que permite visualizar os neurônios se 'acendendo' em larga escala, verificaram que mesmo um simples estímulo visual não provoca uma simples resposta cerebral, e sim uma que cresce, gradualmente, com o tempo, à medida que mais e mais neurônios vão sendo 'recrutados', assim como a Dra. Susan Greenfield havia previsto quando propôs a teoria das assembleias neuronais.

Amiram Grinvald vai além, quando expõe que "Equipados com instrumentos que permitem visualizar assembleias de neurônios, nós examinamos a organização da atividade de entrada ( espontânea ) e verificamos que mesmo nas áreas sensoriais primárias, a atividade espontânea de neurônios isolados está interligada temporalmente à atividade coerente de inúmeros neurônios espalhados por uma ampla região cortical". Seu colega e pesquisador Ad Aertsen, também do Instituto Weizmann de Ciência, complementa que "Os neurônios são capazes de se associarem rapidamente, formando grupos ( assembleias ) funcionais, para realizarem uma tarefa computável. Uma vez que esta esteja terminada - o que pode ocorrer em uma fração de segundo - o grupo se dissolve e os neurônios estão novamente aptos a se engajarem em outras assembleias, para cumprirem uma nova tarefa". Outra equipe, esta da Universidade Hebraica de Tel-Aviv, liderada por Eilon Vaadia, confirmou os achados de seus colegas do Weizmann quando, ao levar a cabo o registro de diferentes partes do córtex cerebral de um macaco, verificou que grupos neurais podem se organizar para realizar tarefas específicas e, depois, se reorganizar para formar novos grupos a fim de executar novas funções.

Observando que vinte e cinco por cento dos neurônios de um cérebro jovem e sadio situam-se em regiões definidas, nos lobos corticais e nos bulbos olfatórios, sendo responsáveis por funções específicas, como processamento de estímulos e respostas motoras. A maioria dos neurônios do córtex, contudo, não estão envolvidos nessas funções, e formam áreas de associação, responsáveis pela integração de informações correntes com outras preexistentes, emocionais e cognitivas.

Os neurônios nas áreas de associação agrupam-se em mini colunas, verticalmente dispostas em relação à espessura cortical. Cada mini coluna faz conexões com suas vizinhas, formando colunas, as quais constituem as unidades básicas de integração das informações. É a partir delas que, diante da chegada de estímulos, externos ou internos, os neurônios são recrutados para constituir assembleias neuronais.

Nas áreas de associação do lobo parietal são como que trabalhadas as informações somatossensoriais, aquelas em que se é permitido ao ser vivo experimentar sensações nas partes distintas do corpo, resultantes de estímulos vindos da pele, músculos, tendões e articulações, bem como aquelas referentes à postura corporal e aos movimentos. A integração dessas informações com outras, provenientes de centros visuais e auditivos, permite formular um pensamento consciente sobre a exata posição de nosso corpo, quer estejamos parados ou em movimento.

A fusão de informações sensoriais recentes com mensagens vindas da memória, notificando prévias experiências, permite um sentido exato e consciente de visões, sons, aromas, tato e paladar. As áreas de associação na região cerebral do córtex frontal mediam decisões, estabelecem prioridades, planejam o futuro, diferenciam o certo do errado, e também conferem a nós, humanos, os sentidos de ética e moral. A córtex frontal participa ainda, com a córtex temporal, do desempenho de outras elevadas funções.

A linguagem, por exemplo, envolve vastas áreas de associação frontais e temporais que se estendem até o lobo occipital. A córtex temporal também participa da decisão do que deve ser ou não guardado na memória de longa duração, bem como determina se os eventos recordados são, ou não, agradáveis. Segundo a Dra. Susan Greenfield, "o pensamento consciente é gerado quando neurônios de diversas colunas se reúnem, funcionalmente, atuam em 'uníssono', constroem uma assembléia e iniciam a formação de um estado consciente".

Como elas podem se formar em qualquer uma das áreas associativas, a consciência é múltiplo espacial. Contudo, num determinado instante, apenas uma é suficientemente grande para criar as condições necessárias para a formação de uma experiência consciente. Assim só nos é permitido vivenciar uma consciência de cada vez, e logo, a consciência é também uni temporal.

O raciocínio por traz desta última propriedade - uni temporalidade - levanta um questionamento que é, se existe a possibilidade de que, pelo menos duas assembleias se formem, simultaneamente, porque não temos, também, simultaneamente, duas consciências?

Susan Greenfield procura explicar o fato, partindo da proposição que, "quanto maior o número de neurônios recrutados, maior será o tamanho da assembléia constituída e, em consequência, maior será a consciência, em termos de intensidade e tempo de duração". Segue concluindo que, "se for pequeno o número de neurônios recrutados, a consciência resultante será pequena em intensidade e duração e, talvez, nem venha a se formar".

Ela prossegue explicando que, "uma vez que a combinação de recursos de neurônios disponíveis, conquanto imenso, não é infinito, a formação de um vasto grupo neuronal, suficientemente grande para gerar uma consciência em um determinado instante, impossibilita que se constitua, no mesmo espaço de tempo, uma outra assembléia, também suficientemente grande para formar uma segunda experiência consciente". E a Dra. Greenfield termina sua explicação com uma interessante analogia : "se num grupo de quinze pessoas, onze são recrutadas para formar uma equipe de futebol, as quatro restantes são, portanto, insuficientes para constituir, simultaneamente, um segundo time". Realmente, um raciocínio lógico, o da neurologista inglesa, conquanto altamente especulativo.

Mas, num contexto ainda tão indefinido, como é este da consciência, a ideia é procedente, embora ainda seguem outras pesquisas e estudos científicos sobre o tema.

Observamos ainda que, assim, os fenômenos conscientes se sucederiam, continuamente, cada um diferindo dos demais em duração e intensidade. As vezes, a substituição de uma experiência consciente pela que se segue é tão rápida, que o fato provoca uma falsa sensação de simultaneidade. Nem sempre, contudo, a sequência dos pensamentos conscientes está sob nosso total controle.

Em certas ocasiões a sequência de pensamentos conscientes é atrapalhada por um estímulo que, nem veio do meio exterior, nem se originou de um atividade psíquica provocada pela nossa vontade. Ele simplesmente surgiu por força de uma casualidade quântica, e um exemplo é quando você está engajado em uma conversa sobre algum assunto determinado e, de súbito, surge em sua mente alguma imagem, que nada tem a ver com o assunto em pauta. E logo vem a pergunta, por que esta invasão despropositada? E a resposta pode estar, talvez, na possibilidade de uma proteína que continha, como engrama, tal imagem, formada há dias, meses ou anos, e que, subitamente decide liberar essa informação de caráter visual, que vai ser captada e trabalhada por assembleias de neurônios, em alguma área associativa, criando uma lembrança que, conquanto não houvesse sido voluntariamente evocada, emergiu para a consciência.

A teoria das assembleias neuronais permite, também, que se repense a relação entre sonho e consciência, como já mencionado anteriormente, enquanto sonhamos, estamos formando mini-assembleias, a partir, apenas, de pequenos estímulos intramentais ( uma vez que não há a participação dos fortes estímulos sensoriais provenientes do meio ambiente ). Daí resultarem, via de regra, cenários fragmentados e mutáveis, já que, por sua própria tenuidade, são logo substituídos por outras mini-assembleias e, consequentemente, por outros sonhos.

Essa transitoriedade impede que um número suficientemente grande de neurônios sejam ativados a fim de gerar a intensidade necessária para produzir uma consciência plena. No entanto, quando o conteúdo do sonho nos causa algum sentimento como, por exemplo, angustia ou medo, estes sentimentos podem levar à mobilização de um número bem maior de neurônios, criando-se então, aquelas condições que favorecem o aparecimento de um estado consciente mais definido, e em tais situações, nós sabemos que estamos vivenciando um sonho, nos dizemos, mentalmente, devo acordar e acordamos; e, este é sem dúvida um exemplo incontestável da participação da consciência no processo onírico.

Na Conferência de Tucson, em 1996, foram relatadas duas proposições, até certo ponto parecidas com a da Dra. Greenfield,  Rudolpho Llinas descreveu a existência de surtos de ondas oscilatórias, na faixa de 40 Hz e que se re-instalam diante de um evento sensorial e penetram profundamente no cérebro, estabelecendo um diálogo com toda o córtex. Alan Hobson, por sua vez, desenvolveu um modelo experimental, baseado no conceito de que "a consciência resultaria da integração gradual de múltiplas funções cognitivas, permitindo uma representação unificada do mundo, de nossos corpos e do nosso eu".

Essas experiências devem ser encaradas com seriedade, haja visto a sua procedência. É fato conhecido que os cientistas israelenses teorizam bastante, mas também se reconhece o rigor com que levam a cabo suas experimentações. Aliás, na verdade, teorizar é, tão somente, criar hipóteses para serem testadas pelo método científico. O que é muito válido. Obviamente, mais experiências têm de ser realizadas, buscando dissipar dúvidas que ainda persistem sobre a teoria da Dra. Greenfield. De qualquer forma, os achados israelenses representam um passo significativo, ao demonstrar que algumas proposições teóricas, relacionadas com fenômenos abstratos, como consciência e percepção, podem ser confirmadas por métodos experimentais precisos e cientificamente confiáveis.



O QUE É A EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA?

A expansão da consciência é ter acesso primeiramente à consciência e viver diariamente neste processo, que requer uma certa persistência no começo, para que não se retorne aos velhos hábitos onde vibram a culpa, o vitimismo, o arrependimento, os sentimentos de medo, raiva, ódio, angústia, ansiedade, etc.

Algumas pessoas são capazes de fazer inferências através da consciência e, também tirar suas próprias conclusões, mas, nem todas, e não é por falta de inteligência ou capacidade intelectual. São vários os fatores que podem impedir a reflexão com a consequente inferência, tais como, a falta de hábito, falta de informação e/ou cultura, sentimentos negativos como o medo ou a ansiedade, preguiça ou letargia, prepotência ou arrogância, sentimentos de menos valia ou falta de autoestima, teimosia, pessimismo, etc.

O termo ' expandir a consciência ' foi confundido erroneamente durante um tempo com ' estado alterado de consciência ', no caso, por exemplo, de 'viagens astrais' ou 'viagens fora do corpo', 'experiência de quase morte', 'regressão à vidas passadas', etc. E também com a ' indução ao estado alterado de consciência ', onde as pessoas faziam uso de substâncias tais como: ópio, LSD, cocaína, haxixe, absinto, salvinorina da sálvia divinorum branca ou maria pastora , psilocibina do cogumelo, dimetiltriptamina ou DMT da jurema, mescalina ou peyot do cacto, caapi e chacrona da ayahuasca, tetrahidrocanabiol da maconha, e outros, e que se caracteriza, principalmente, pela ' dissolução do tempo e espaço ', podendo também haver ' dissolução da consciência do eu individualizado '. Nesse estado alterado de consciência podem ocorrer reações psíquicas desagradáveis, como sensação de morte iminente, visões terrificantes, sensações físicas desagradáveis, sensação de deformação do próprio corpo, etc., ou também, sensações psíquicas agradáveis, onde algumas pessoas acessam algum tipo de comunicação com seres extrafísicos e/ou outros planos ou dimensões de consciência, e podem ter a percepção de outras realidades chamadas não físicas ou desconhecidas, sensação de lugares ou presenças familiares,  sons incomuns, cores brilhantes, sentimento de revisão da vida, sentimento de presença divina ou espiritual, sentir-se parte do todo ou o todo em si, dissolução ou fragmentação da realidade, acesso a lugares inexplicáveis, volta ao mundo real com sentimento de segredo, e vários outros.

É importante neste momento, após desmistificar sobre o uso de substâncias ou drogas serem necessárias para alcançar a consciência ou a expansão da consciência, e, ainda, em tempo, que só é possível acessar a consciência e/ou expansão da consciência com o uso de tais substâncias, dizer que, tanto o processo de consciência quanto o de expansão da consciência ocorrem sempre no tempo presente, ou seja, no aqui e agora. E uma pergunta muito interessante é: você já pensou por que o momento atual é chamado de presente? Porque é uma dádiva. O que quer que se queira fazer só podemos fazê-lo no agora já que não podemos recriar o passado, que se traduz em lembranças e podemos apenas fazer uma re-significação de tudo o que já vivemos, para dar-lhe, tão somente, um novo sentido, e também não podemos viver no futuro, que ainda não existe e está implícito em expectativas.

Nas minhas sessões de atendimento terapêutico individual ou em grupo utilizo várias técnicas e também a meditação e a reflexão para acessar a consciência e também, posteriormente, a expansão da consciência.

Boa jornada de autoconhecimento através da Consciência.

Estou à disposição para atender você e aguardo o seu contato.

Com carinho,
Sandrah Belleza Novelli


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